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14 de dezembro de 2018

Lei 12222/11 | Lei nº 12.222 de 18 de julho de 2011

Publicado por Governo do Estado da Bahia (extraído pelo Jusbrasil) - 7 anos atrás

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Esta Lei encontra-se disponível na íntegra (com todos os anexos), em P:\Normas\Leis\Leis Ordinárias\Leis2011-2020\Leis2011. Dispõe sobre as diretrizes orçamentárias para o exercício de 2012, e dá outras providências. Ver tópico (4 documentos)

O GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA, faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

DISPOSIÇÃO PRELIMINAR

Art. 1º - Ficam estabelecidas as diretrizes orçamentárias do Estado para o exercício de 2012, em conformidade com o disposto no § 2º do art. 165 da Constituição Federal, no § 2º do art. 159 da Constituição Estadual e na Lei Complementar Federal nº 101, de 04 de maio de 2000, compreendendo: Ver tópico

I - as metas fiscais e prioridades da Administração Pública Estadual; Ver tópico

II - a estrutura e organização dos orçamentos; Ver tópico

III - as diretrizes para a elaboração e execução dos orçamentos do Estado e suas alterações; Ver tópico

IV - as disposições referentes às transferências voluntárias aos municípios e à destinação de recursos ao setor privado; Ver tópico

V - as disposições relativas à política e à despesa de pessoal do Estado; Ver tópico

VI - as disposições sobre alterações na legislação tributária estadual e medidas para incremento da receita; Ver tópico

VII - a política de aplicação de recursos da agência financeira estadual de fomento; Ver tópico

VIII - as disposições finais. Ver tópico

CAPÍTULO I -

DAS METAS FISCAIS E PRIORIDADES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESTADUAL

Art. 2º - As metas fiscais para o exercício de 2012 são as constantes do Anexo I da presente Lei. Ver tópico

Parágrafo único - As metas fiscais poderão ser ajustadas no Projeto de Lei Orçamentária para 2012, se verificado, quando da sua elaboração, alterações da conjuntura nacional e estadual e dos parâmetros macroeconômicos utilizados na estimativa das receitas e despesas, do comportamento da execução dos orçamentos de 2011, além de modificações na legislação que venham a afetar esses parâmetros. Ver tópico

Art. 3º - As prioridades da Administração Pública Estadual para o exercício de 2012, atendidas as despesas que constituem obrigação constitucional ou legal do Estado e as de funcionamento dos órgãos, fundos e entidades que integram os Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, constarão da respectiva Lei Orçamentária, em consonância com as diretrizes estratégicas a serem estabelecidas no Plano Plurianual 2012-2015. Ver tópico (1 documento)

§ 1º - As prioridades e metas da Administração Pública Estadual devem refletir, a todo tempo, os objetivos da política econômica governamental, especialmente aqueles que integram o cenário em que se baseiam as metas fiscais, e também da política social. Ver tópico

§ 2º - Com relação às prioridades de que trata o caput deste artigo observar-se-á, ainda, o seguinte: Ver tópico

I - terão precedência na alocação dos recursos no Projeto e na Lei Orçamentária de 2012, e na sua execução, respeitado o atendimento de despesas conforme o disposto no artigo 20 desta Lei, não se constituindo, todavia, em limitação à programação da despesa; Ver tópico

II - em caso de necessidade de limitação de empenho e movimentação financeira, os órgãos, fundos e entidades da Administração Pública Estadual deverão ressalvar, sempre que possível, as ações vinculadas às metas e prioridades estabelecidas nos termos deste artigo. Ver tópico

Art. 4º - A elaboração e a aprovação do Projeto da Lei Orçamentária de 2012, e a execução dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social integrantes da respectiva Lei serão orientadas para: Ver tópico

I - atingir as metas fiscais relativas a receitas, despesas, resultados primário e nominal e montante da dívida pública estabelecidas no Anexo I desta Lei, conforme previsto nos §§ 1º e do art. da Lei Complementar Federal nº 101/00; Ver tópico

II - evidenciar a responsabilidade da gestão fiscal, compreendendo uma ação planejada e transparente, mediante o acesso público às informações relativas ao orçamento anual, inclusive por meios eletrônicos e através da realização de audiências ou consultas públicas; Ver tópico

III - aumentar a eficiência na utilização dos recursos públicos disponíveis e elevar a eficácia dos programas por eles financiados; Ver tópico

IV - garantir o atendimento de passivos contingentes e outros riscos fiscais capazes de afetar as contas públicas, constantes do Anexo II desta Lei. Ver tópico

CAPÍTULO II -

DA ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DOS ORÇAMENTOS

Art. 5º - O Projeto de Lei Orçamentária de 2012 que o Poder Executivo encaminhará à Assembleia Legislativa, além da mensagem, será composto de: Ver tópico

I - texto da lei; Ver tópico

II - quadros orçamentários consolidados; Ver tópico

III - anexo dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social; Ver tópico

IV - anexo do Orçamento de Investimento das empresas estatais independentes; Ver tópico

V - demonstrativos e informações complementares. Ver tópico

§ 1º - O anexo dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social será composto de quadros ou demonstrativos, com dados consolidados e isolados, inclusive dos referenciados no art. 22 da Lei Federal nº 4.320, de 17 de março de 1964, e no artigo da Lei Complementar Federal nº 101/00, observadas as alterações posteriores, contendo: Ver tópico

I - receitas e despesas, segundo as categorias econômicas, de forma a evidenciar o déficit ou superávit corrente, na forma do Anexo nº 1 de que trata o artigo da Lei Federal nº 4.320/64; Ver tópico

II - receitas, por categoria econômica, fonte de recursos e outros desdobramentos pertinentes, de que trata o artigo e na forma do Anexo nº 2 da Lei Federal nº 4.320/64; Ver tópico

III - despesas, segundo as classificações institucional, funcional e da natureza da despesa, assim como da estrutura programática discriminada por programas e ações (projetos, atividades e operações especiais), que demonstre o Programa de Trabalho dos órgãos e entidades da Administração Pública Estadual, direta e indireta; Ver tópico

IV - despesa dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, segundo os programas de governo a serem estabelecidos no Plano Plurianual 2012-2015, com seus objetivos detalhados por ações (projetos, atividades e operações especiais); Ver tópico

V - programação referente à manutenção e desenvolvimento do ensino, de modo a dar cumprimento ao disposto no art. 212 da Constituição Federal; Ver tópico

VI - aplicações em ações e serviços públicos de saúde, demonstrando o cumprimento do disposto na Emenda Constitucional nº 29, de 13 de setembro de 2000; Ver tópico

VII - quadro de pessoal, por órgão de cada Poder, do Ministério Público e da Defensoria Pública, em cumprimento ao disposto no § 6º, do art. 159, da Constituição Estadual; Ver tópico

VIII - previsão de gastos com promoção e divulgação das ações do Estado, por órgão de cada Poder, do Ministério Público e da Defensoria Pública, de modo a cumprir o estabelecido no § 6º, do art. 159, da Constituição Estadual; Ver tópico

IX - quadro da dívida fundada e flutuante do Estado, conforme o disposto na Lei Federal nº 4.320/64; Ver tópico

X - receitas e planos de aplicação dos fundos especiais, identificados no programa de trabalho específico ou consolidados por fundo, de acordo com o inciso I, do § 2º, do artigo , da Lei Federal nº 4.320/64. Ver tópico

§ 2º - O anexo do Orçamento de Investimento, a que se refere o inciso IV do caput deste artigo, será composto de demonstrativos consolidados e por empresa, com a indicação das respectivas fontes de financiamento e aplicações dos recursos. Ver tópico

§ 3º - Os demonstrativos e as informações complementares referidos no inciso V do caput deste artigo compreenderão os seguintes quadros: Ver tópico

I - demonstrativo da evolução da receita e despesa na forma prevista no inciso III do art. 22 da Lei Federal nº 4.320/64; Ver tópico

II - relação da legislação referente à receita prevista nos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, inclusive das leis autorizativas das operações de créditos incluídas na proposta orçamentária; Ver tópico

III - esquema das classificações orçamentárias da receita e da despesa, utilizadas na elaboração dos orçamentos; Ver tópico

IV - demonstrativo dos recursos oriundos de operações de crédito internas e externas, com indicação da lei autorizativa e do montante alocado como contrapartida; Ver tópico

V - demonstrativo da compatibilidade das ações constantes da Proposta Orçamentária de 2012 com o Plano Plurianual 2012-2015; Ver tópico

VI - descrição sucinta das principais finalidades dos órgãos e entidades da Administração Pública Estadual, com a indicação da respectiva legislação básica, em atendimento ao disposto no parágrafo único do art. 22 da Lei Federal nº 4.320/64; Ver tópico

VII - detalhamento dos custos unitários médios mais representativos, utilizados na elaboração dos orçamentos para os principais serviços de engenharia e obras; Ver tópico

VIII - demonstrativo das despesas realizadas com terceirização e com pessoal sob regime especial de contratação; Ver tópico

IX - relação das obras em andamento, com as informações necessárias ao cumprimento do disposto no inciso III do art. 21 e no inciso VIII do art. 6º desta Lei. Ver tópico

§ 4º - Os quadros consolidados e as informações complementares exigidos por esta Lei identificarão, logo abaixo do respectivo título, o dispositivo legal a que se refere. Ver tópico

Art. 6º - Para efeito desta lei entende-se por: Ver tópico

I - função, o maior nível de agregação das diversas áreas de despesas que competem ao setor público; Ver tópico

II - subfunção, uma partição da função que agrega determinado subconjunto de despesa do setor público; Ver tópico

III - programa, o instrumento de organização da ação governamental visando à concretização dos objetivos pretendidos, sendo mensurado por indicadores estabelecidos no Plano Plurianual; Ver tópico

IV - ação orçamentária, como sendo o projeto, a atividade ou a operação especial; Ver tópico

V - projeto, um instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de operações, limitadas no tempo, das quais resulta um produto que concorre para a expansão ou o aperfeiçoamento da ação do governo; Ver tópico

VI - atividade, um instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de operações que se realizam de modo contínuo e permanente, das quais resulta um produto necessário à manutenção da ação do governo; Ver tópico

VII - operação especial, o instrumento que engloba despesas que não contribuem para a manutenção das ações de governo, das quais não resulta um produto, e não geram contraprestação direta sob a forma de bens e serviços; Ver tópico

VIII - projeto em andamento, aquela ação orçamentária, inclusive uma das suas unidades de execução ou etapas de investimento programado, cuja realização física prevista, até o final do exercício de 2011, seja de, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) do total programado, independentemente da execução financeira, excluindo-se, dessa regra, os projetos, inclusive suas etapas, que sejam atendidos com recursos oriundos de operações de crédito ou convênios; Ver tópico

IX - órgão orçamentário, o maior nível da classificação institucional, que tem por finalidade agrupar unidades orçamentárias; Ver tópico

X - unidade orçamentária, o órgão, entidade ou fundo da Administração Pública Estadual, direta e indireta, a que serão consignadas dotações na Lei Orçamentária Anual ou em seus créditos adicionais para a execução das ações integrantes do respectivo Programa de Trabalho; Ver tópico

XI - unidade gestora, aquela assim designada por portaria da Secretaria da Fazenda, integrante da estrutura do respectivo órgão orçamentário, com atribuição para a execução orçamentária das próprias ações; Ver tópico

XII - concedente, o órgão ou a entidade da Administração Pública direta e indireta responsável pela transferência de recursos financeiros, inclusive os decorrentes de descentralização de créditos orçamentários; Ver tópico

XIII - convenente, o órgão ou a entidade de outro Ente e as entidades privadas, com as quais a Administração Estadual pactue a execução de ações com transferência de recursos financeiros. Ver tópico

Art. 7º - A receita será detalhada, na proposta, na Lei Orçamentária Anual e em seus créditos adicionais, de forma a identificar a arrecadação segundo as naturezas da receita e fontes de recursos. Ver tópico

§ 1º - A classificação das naturezas da receita obedecerá a estrutura e os conceitos constantes da Portaria Interministerial nº 163, de 4 de maio de 2001, dos Ministérios da Fazenda e do Planejamento, Orçamento e Gestão, observadas suas alterações posteriores e demais normas complementares pertinentes, notadamente o estabelecido por Portaria Conjunta STN/SOF. Ver tópico

§ 2º - A classificação das naturezas da receita de que trata o § 1º deste artigo poderá ser detalhada para atendimento às peculiaridades ou necessidades gerenciais da Administração Pública do Estado da Bahia. Ver tópico

Art. 8º - Para fins de integração do planejamento e orçamento, assim como de elaboração e execução dos orçamentos e dos seus créditos adicionais, a despesa orçamentária será especificada mediante a identificação do tipo de orçamento, das classificações institucional e funcional, e segundo sua natureza de acordo com o art. 10 desta Lei, além da estrutura programática discriminada em programas e ações (projeto, atividade ou operação especial), de forma a dar transparência aos recursos alocados e aplicados para consecução dos objetivos governamentais correspondentes. Ver tópico

Art. 9º - A despesa orçamentária, com relação à classificação funcional e estrutura programática, será detalhada conforme previsto na Lei Federal nº 4.320/64, segundo o esquema atualizado pela Portaria nº 42, de 14 de abril de 1999, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, observados os conceitos do artigo desta Lei. Ver tópico

§ 1º - Para fins de planejamento e orçamento, considera-se categoria de programação os programas de governo constantes do Plano Plurianual ou nele incorporados mediante lei. Ver tópico

§ 2º - Os programas da Administração Pública Estadual a serem contemplados no Projeto da Lei Orçamentária de 2012 serão compostos, no mínimo, de identificação, respectivas ações (projeto, atividade e/ou operação especial), seu produto, unidade de medida e recursos financeiros. Ver tópico

§ 3º - No Projeto de Lei Orçamentária de 2012 deve ser atribuído a cada ação orçamentária, para fins de processamento, um código sequencial, devendo as modificações propostas nos termos do art. 160 da Constituição Estadual preservar os códigos da proposta original. Ver tópico

§ 4º - As ações orçamentárias que integram as prioridades constantes da Lei Orçamentária de 2012, além do código a que se refere o parágrafo anterior, constarão do sistema informatizado de planejamento, de forma que possibilite sua identificação durante a execução orçamentária. Ver tópico

§ 5º - As atividades de manutenção que possuem a mesma finalidade devem ser classificadas sob um único código, independentemente da unidade orçamentária. Ver tópico

§ 6º - O projeto deve constar de uma única esfera orçamentária, sob um único programa. Ver tópico

§ 7º - Cada ação orçamentária será associada a uma função e subfunção e detalhará sua estrutura de custo por categoria econômica, grupo de natureza da despesa e modalidade de aplicação, conforme especificações estabelecidas no artigo seguinte. Ver tópico

§ 8º - A subfunção deverá evidenciar cada área da atuação governamental, mesmo que a atuação se dê mediante a transferência de recursos a entidade pública ou privada. Ver tópico

Art. 10 - A classificação da despesa, segundo sua natureza, observará o esquema constante da Portaria Interministerial nº 163, de 04 de maio de 2001, dos Ministérios da Fazenda e do Planejamento, Orçamento e Gestão, com suas alterações posteriores, sendo discriminado na Lei Orçamentária e em seus respectivos créditos adicionais por categoria econômica, grupo de natureza da despesa e modalidade de aplicação, identificados respectivamente por códigos. Ver tópico

§ 1º - As categorias econômicas e respectivos códigos são: Ver tópico

I - despesas correntes - 3; Ver tópico

II - despesas de capital - 4. Ver tópico

§ 2º - Os grupos de natureza das despesas constituem agrupamento de elementos com características assemelhadas quanto à natureza operacional do gasto, sendo identificados pelos seguintes títulos e códigos: Ver tópico

I - pessoal e encargos sociais - 1; Ver tópico

II - juros e encargos da dívida - 2; Ver tópico

III - outras despesas correntes - 3; Ver tópico

IV - investimentos - 4; Ver tópico

V - inversões financeiras, incluídas quaisquer despesas referentes à constituição ou aumento de capital de empresas - 5; e Ver tópico

VI - amortização da dívida - 6. Ver tópico

§ 3º - A Reserva de Contingência, prevista no artigo 17 desta Lei, será classificada no grupo de natureza da despesa com o código 9. Ver tópico

§ 4º - As despesas de capital destinadas a obras públicas e à aquisição de imóveis serão incluídas na Lei Orçamentária Anual e em seus créditos adicionais somente na categoria ?projeto?. Ver tópico

§ 5º - A modalidade de aplicação constitui-se numa informação gerencial com a finalidade de indicar se os recursos orçamentários serão aplicados: Ver tópico

I - diretamente, pela unidade detentora do crédito orçamentário ou, mediante descentralização de crédito orçamentário, por outro órgão ou entidade dos orçamentos fiscal ou da seguridade social; Ver tópico

II - indiretamente, mediante transferência financeira para órgãos e entidades de outras esferas de governo ou para instituições privadas, exceto no caso previsto no inciso III deste parágrafo; ou Ver tópico

III - indiretamente, mediante delegação, a outros entes da Federação ou consórcios públicos para a aplicação de recursos em ações de responsabilidade exclusiva do Estado que impliquem preservação ou acréscimo no valor de bens públicos estaduais. Ver tópico

§ 6º - A especificação da modalidade de aplicação de que trata este artigo observará, no mínimo, os seguintes títulos e respectivos códigos: Ver tópico

I - transferências a municípios - 40; Ver tópico

II - transferências a instituições privadas sem fins lucrativos - 50; Ver tópico

III - transferências a consórcios públicos - 71; Ver tópico

IV - aplicações diretas - 90; Ver tópico

V - aplicação direta decorrente de operação entre órgãos, fundos e entidades integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social - 91. Ver tópico

§ 7º - O elemento de despesa tem por finalidade identificar os objetos de gasto, mediante o desdobramento da despesa em pessoal, material, serviços, obras e outros meios utilizados pela Administração Pública para consecução dos seus fins, não sendo obrigatória sua discriminação na Lei Orçamentária de 2012 e em seus créditos adicionais. Ver tópico

§ 8º - Para fins de registro, avaliação e controle da execução orçamentária e financeira da despesa pública, é facultado o desdobramento dos elementos de despesa em subelementos. Ver tópico

CAPÍTULO III -

DAS DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO E EXECUÇÃO DOS ORÇAMENTOS E SUAS ALTERAÇÕES

SEÇÃO I -

DA ELABORAÇÃO DOS ORÇAMENTOS

Art. 11 - Os Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social compreenderão o conjunto das receitas públicas, bem como as despesas dos Poderes, do Ministério Público e da Defensoria Pública, seus órgãos, fundos, autarquias, empresas estatais dependentes e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. Ver tópico

§ 1º - Para fins desta Lei e nos termos do inciso III do art. da Lei Complementar Federal nº 101/00, serão consideradas empresas estatais dependentes as empresas públicas, as sociedades de economia mista e as demais entidades em que o Estado, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto e que recebam recursos do Tesouro Estadual destinados ao pagamento de despesas com pessoal ou de custeio em geral ou de capital, excluídos, no último caso, aqueles provenientes de participação acionária. Ver tópico

§ 2º - O Orçamento Fiscal incluirá, entre outros, os recursos destinados: Ver tópico

I - a aplicação mínima na manutenção e desenvolvimento do ensino, para cumprimento do disposto no art. 212 da Constituição Federal, destacando as dotações do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação - FUNDEB, nos termos da Lei nº 11.494, de 20 de junho de 2007, que o instituiu; Ver tópico

II - ao Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza, de acordo com o disposto na Lei nº 7.988, de 21 de dezembro de 2001; Ver tópico

III - a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia, conforme o estabelecido na Lei nº 7.888, de 27 de agosto de 2001; Ver tópico

IV - ao Fundo de Cultura da Bahia, em conformidade com o disposto na Lei nº 9.431, de 11 de fevereiro de 2005. Ver tópico

Art. 12 - O Orçamento da Seguridade Social abrangerá os recursos e dotações destinadas aos órgãos e entidades da Administração direta e indireta do Estado, inclusive seus fundos e fundações, para atender às ações de saúde, previdência e assistência social, e destacará a alocação dos recursos necessários: Ver tópico

I - a aplicação mínima em ações e serviços públicos de saúde, para cumprimento do disposto na Emenda Constitucional Federal nº 29, de 13 de setembro de 2000; Ver tópico

II - ao pagamento de aposentadorias, pensões e outros benefícios previdenciários aos segurados dos Poderes, do Ministério Público e da Defensoria Pública, seus órgãos e entidades da Administração Direta e Indireta, que serão consignadas ao Fundo Financeiro da Previdência Social dos Servidores Públicos do Estado da Bahia - FUNPREV e ao Fundo Previdenciário dos Servidores Públicos do Estado da Bahia - BAPREV, em conformidade com o disposto na Lei nº 7.249, de 7 de janeiro de 1998, e na Lei nº 10.955, de 21 de dezembro de 2007, respectivamente, com suas alterações posteriores; Ver tópico

III - a prestação de assistência médica aos servidores públicos, que serão consignados ao Fundo de Custeio do Plano de Saúde dos Servidores Públicos Estaduais - FUNSERV, instituído no art. 13, da Lei nº 7.435, de 30 de dezembro de 1998, com suas alterações posteriores. Ver tópico

Art. 13 - O Orçamento de Investimento, previsto no § 5º do art. 159 da Constituição Estadual, abrangerá as empresas em que o Estado detenha, direta ou indiretamente, a maioria do capital social com direito a voto, e que recebam recursos do Tesouro Estadual por uma das seguintes formas: Ver tópico

I - participação acionária; Ver tópico

II - pagamento pelo fornecimento de bens e pela prestação de serviços. Ver tópico

Parágrafo único - O orçamento de que trata o caput detalhará, por empresa, as fontes de financiamento, de modo a evidenciar a origem dos recursos, e a despesa, segundo a classificação funcional, a estrutura programática, as categorias econômicas e os grupos de natureza das despesas nos quais serão aplicados os recursos. Ver tópico

Art. 14 - A estimativa de receita será feita com a observância estrita das normas técnicas e legais e considerando os efeitos das alterações da legislação, da variação dos índices de preços, do crescimento econômico ou de qualquer outro fator relevante. Ver tópico

Art. 15 - As estimativas das despesas, além dos aspectos considerados no artigo anterior, deverão adotar metodologia de cálculo compatível com a legislação aplicável, o comportamento das despesas em anos anteriores e os efeitos decorrentes das decisões judiciais. Ver tópico

Art. 16 - A Secretaria do Planejamento, órgão central do Sistema Estadual de Planejamento, com base na estimativa da receita, efetuada em conjunto com a Secretaria da Fazenda, e tendo em vista o equilíbrio fiscal do Estado, estabelecerá o limite global máximo para a elaboração da proposta orçamentária de cada órgão da Administração Direta do Poder Executivo, incluindo as entidades da Administração Indireta e os fundos a ele vinculados. Ver tópico

Art. 17 - A Lei Orçamentária conterá dotação global denominada ?Reserva de Contingência?, constituída exclusivamente dos recursos do Orçamento Fiscal, em montante equivalente a até 3% (três por cento) da receita corrente líquida do Estado, apurada nos termos do inciso IV do art. da Lei Complementar Federal nº 101/00, a ser utilizada no atendimento a passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos, conforme preconizado na alínea ?b? do inciso III do art. 5º do acima referido dispositivo legal, inclusive na abertura de créditos adicionais na forma do disposto no art. 77 desta Lei. Ver tópico

Art. 18 - A proposta orçamentária da Administração Pública Estadual terá seus valores atualizados a preços médios esperados em 2012, adotando-se na sua projeção ou atualização o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas. Ver tópico

Parágrafo único - Os valores relacionados à moeda estrangeira serão apresentados, na proposta orçamentária, pelo resultado da sua conversão em moeda nacional com base no câmbio de 31 de dezembro de 2010, podendo ser atualizados pelo índice referido no caput deste artigo. Ver tópico

Art. 19 - A alocação dos recursos na Lei Orçamentária Anual, em seus créditos adicionais e na respectiva execução, observadas as demais diretrizes desta Lei e, tendo em vista propiciar o controle de custos, o acompanhamento e a avaliação dos resultados das ações de governo, será feita: Ver tópico

I - por programa e ação orçamentária, com a identificação da classificação orçamentária da despesa pública; Ver tópico

II - diretamente à unidade orçamentária responsável pela execução da ação orçamentária correspondente, excetuadas aquelas cujas dotações se enquadrem no parágrafo único deste artigo. Ver tópico

Parágrafo único - As dotações destinadas ao atendimento de despesas ou encargos da Administração Pública Estadual que não sejam específicos de determinado órgão, fundo ou entidade, ou cuja gestão e controle centralizados interessam à Administração, com vistas à sua melhor gestão financeira e patrimonial, serão alocadas nos Encargos Gerais do Estado, sob gestão de unidade administrativa integrante da Secretaria da Fazenda. Ver tópico

Art. 20 - Os recursos ordinários do Tesouro Estadual serão alocados para atender adequadamente, em ordem de prioridade, as seguintes despesas: Ver tópico

I - transferências e aplicações vinculadas previstas em dispositivos constitucionais e legais; Ver tópico

II - pessoal e encargos sociais, observados os limites previstos na Lei Complementar Federal nº 101/00; Ver tópico

III - juros, encargos e amortizações da dívida pública estadual, interna e externa; Ver tópico

IV - débitos transitados em julgado constantes de precatórios judiciários, inclusive de pequeno valor, observado o disposto no Decreto nº 11.995, de 5 de março de 2010; Ver tópico

V - contrapartidas previstas em contratos de empréstimos internos e externos, em convênios ou outros instrumentos similares, observados os respectivos cronogramas de desembolso; Ver tópico

VI - outras despesas administrativas e operacionais; Ver tópico

VII - ações vinculadas às prioridades constantes da Lei Orçamentária Anual; Ver tópico

VIII - outros investimentos e inversões financeiras. Ver tópico

Art. 21 - Na proposta orçamentária, na respectiva Lei e nos créditos adicionais, a programação das ações vinculadas aos Programas da Administração Pública, direta e indireta, deverá observar as seguintes regras: Ver tópico

I - as ações programadas deverão contribuir para a consecução das prioridades de que trata o art. 3º desta Lei; Ver tópico

II - os investimentos com duração superior a um exercício financeiro somente serão contemplados quando previstos no Plano Plurianual ou autorizada a sua inclusão em lei, conforme disposto no § 1º do art. 167 da Constituição Estadual e no § 5º do art. da Lei Complementar Federal nº 101/00; Ver tópico

III - a destinação de recursos para novos projetos somente será permitida depois de adequadamente atendidos os projetos em andamento e as despesas de conservação do patrimônio público, conforme disposto no art. 45 da Lei Complementar Federal nº 101/00; Ver tópico

IV - as dotações orçamentárias consignadas deverão ser suficientes para a conclusão de uma ou mais unidades de execução do projeto ou de uma de suas etapas, neste caso, se a sua duração exceder a mais de um exercício. Ver tópico

§ 1º - Os investimentos em obras públicas e demais projetos, sempre que possível, serão discriminados por Território de Identidade ou Município, observada a regionalização estabelecida no Plano Plurianual. Ver tópico

§ 2º - Na programação dos investimentos em obras e serviços de engenharia, as dotações orçamentárias tomarão como base o Referencial de Custos elaborado conjuntamente pelo Órgão Central do Sistema Estadual de Planejamento e demais órgãos e entidades da Administração Pública Estadual, sendo permitida a adoção de parâmetros diferenciados em situações especiais devidamente justificadas. Ver tópico

Art. 22 - As receitas próprias das autarquias, fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, empresas estatais dependentes, respeitadas as normas legais específicas, deverão ser alocadas de forma suficiente para atender as despesas, obedecendo a mesma ordem de prioridade estabelecida no art. 20 desta Lei, ressalvados os incisos I e III. Ver tópico

§ 1º - O atendimento total, com recursos do Tesouro Estadual, de qualquer das despesas referidas neste artigo deverá ser compensado mediante a alocação dos recursos próprios na despesa subsequente, observada a ordem de prioridade estabelecida. Ver tópico

§ 2º - Os recursos referidos no caput deste artigo não poderão ser utilizados para transferências a título de subvenções, auxílios e contribuições. Ver tópico

Art. 23 - Os recursos oriundos de contratos, convênios ou outros ajustes serão programados em conformidade com o estabelecido nos respectivos termos, independentemente da ordem de prioridade prevista nos arts. 20 e 22 desta Lei. Ver tópico

Art. 24 - O Projeto de Lei, a Lei Orçamentária de 2012 e seus créditos adicionais discriminarão, em atividades específicas, as dotações destinadas ao atendimento de: Ver tópico

I - despesas com auxílio-alimentação, auxílio-transporte, assistência pré-escolar, assistência médica e odontológica e outros assemelhados, inclusive no caso da prestação, total ou parcial, pelos serviços próprios dos órgãos e entidades da Administração Pública Estadual; Ver tópico

II - gastos com promoção e divulgação legais e publicidade institucional, salvo aqueles relativos à publicidade de utilidade pública ou mercadológica, que integrarão as respectivas atividades e projetos pertinentes; Ver tópico

III - débitos transitados em julgado, constantes de precatórios judiciários, inclusive de pequeno valor, conforme dispõe o art. 100 da Constituição Federal; Ver tópico

IV - participação em constituição ou aumento de capital de empresa. Ver tópico

Art. 25 - No Projeto da Lei Orçamentária somente poderão ser incluídas dotações relativas: Ver tópico

I - às operações de crédito, quando contratadas ou cujo pedido de autorização para a sua realização tenha sido encaminhado até 30 de agosto de 2011 ao Poder Legislativo, ressalvadas aquelas relacionadas à dívida mobiliária estadual e às operações a serem contratadas junto aos organismos multilaterais de crédito destinadas a apoiar programas de ajustes setoriais; Ver tópico

II - a concessão de subvenções, auxílio e contribuições a entidades privadas sem fins lucrativos, cujos convênios ou instrumentos congêneres tenham sido assinados e cujas vigências ultrapassem este exercício, e estejam devidamente registradas no Sistema de Gestão dos Gastos Públicos - SIGAP. Ver tópico

Art. 26 - O Poder Executivo apresentará aos demais Poderes e ao Ministério Público, até 30 de junho de 2011, a estimativa das receitas orçamentárias e da receita corrente líquida para o exercício de 2012, em atendimento ao § 3º do art. 12 da Lei Complementar Federal nº 101/00. Ver tópico

Art. 27 - Os Poderes Legislativo e Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública, compreendendo seus órgãos, fundos e entidades, para elaboração de suas respectivas propostas orçamentárias de 2012, terão como parâmetro para a fixação das despesas a serem financiadas com recursos ordinários do Tesouro Estadual o conjunto das dotações de pessoal e encargos sociais e outras despesas relacionadas às atividades de manutenção e ações finalísticas, excluídas aquelas destinadas a sentenças judiciais, indenizações, restituições, inclusive trabalhistas, fixadas na Lei Orçamentária de 2011, acrescido dos créditos suplementares e especiais aprovados até 30 de julho de 2011, desde que financiadas com recursos referidos neste artigo, atualizado pela inflação média apurada para o mesmo período. Ver tópico

Parágrafo único - Ao valor resultante do disposto no caput deste artigo poderão ser adicionados recursos orçamentários necessários para atender aos respectivos pagamentos de sentenças transitadas em julgado constantes de precatórios judiciais, inclusive as consideradas de pequeno valor, e indenizações gerais e trabalhistas, pertinentes ao exercício de 2012, além de outras despesas de caráter não continuado. Ver tópico

Art. 28 - Os Poderes Legislativo e Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública encaminharão ao Órgão Central do Sistema de Planejamento Estadual, por meio do Sistema Informatizado de Planejamento - SIPLAN, até 29 de julho de 2011, suas respectivas propostas orçamentárias para fins de consolidação e encaminhamento do Projeto da Lei Orçamentária de 2012, observadas as disposições desta Lei. Ver tópico

SECÃO II -

DA EXECUÇÃO DOS ORÇAMENTOS

Art. 29 - A execução da Lei Orçamentária de 2012 e dos créditos adicionais obedecerá aos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência na Administração Pública. Ver tópico

Art. 30 - A execução orçamentária e financeira do total das receitas e despesas referidas no caput do art. 11 desta Lei deverá ser registrada no Sistema de Informações Contábeis e Financeiras do Estado - SICOF ou qualquer outro que o venha a suceder. Ver tópico

Art. 31 - É proibida a utilização, pelos ordenadores de despesa, de quaisquer procedimentos que viabilizem a execução de despesas sem a comprovada e suficiente disponibilidade de dotação orçamentária. Ver tópico

Art. 32 - Com vistas à obtenção dos resultados das ações sob sua responsabilidade, respeitado o disposto no inciso VI do art. 161 da Constituição Estadual, a unidade orçamentária poderá, por meio dos registros pertinentes nos sistemas informatizados de planejamento e finanças, proceder à descentralização dos créditos orçamentários a ela consignados para: Ver tópico

I - unidades gestoras integrantes da estrutura de órgãos ou entidades constantes dos Orçamentos Fiscal ou da Seguridade Social do Estado; Ver tópico

II - empresa controlada pelo Estado, integrante do Orçamento de Investimento, com vistas à implementação de programas e ações referentes a intervenções governamentais integradas. Ver tópico

Parágrafo único - Não caracteriza infringência ao disposto no inciso II do art. 19 desta Lei, bem como à vedação contida no inciso VI do art. 161 da Constituição Estadual, a descentralização de créditos orçamentários para execução de ações pertencentes à unidade orçamentária descentralizadora. Ver tópico

Art. 33 - Para fins de apuração dos custos de bens e serviços públicos da Administração Pública Estadual, os órgãos e entidades do Poder Executivo deverão ainda empreender as ações necessárias à operacionalização do Sistema de Apropriação de Custos Públicos - ACP, instituído pelo Decreto nº 8.444, de 07 de fevereiro de 2003. Ver tópico

SEÇÃO III -

DA ALTERAÇÃO DOS ORÇAMENTOS

Art. 34 - Os créditos especiais aprovados pela Assembleia Legislativa do Estado serão considerados automaticamente abertos com a sanção e publicação da respectiva lei. Ver tópico

Art. 35 - A reabertura dos créditos especiais e extraordinários será efetivada, no limite dos seus saldos e quando necessária, mediante Decreto do Poder Executivo, até 31 de janeiro de 2012, observado o disposto no § 2º do art. 161 da Constituição Estadual. Ver tópico

Art. 36 - Serão aditados ao orçamento do Estado, através da abertura de créditos especiais, os programas que sejam introduzidos ou modificados no Plano Plurianual 2012-2015 durante o exercício de 2012. Ver tópico

Art. 37 - As ações não programadas no Orçamento 2012 poderão, durante a respectiva execução orçamentária, ser aditadas ao orçamento do Estado, através da abertura de créditos suplementares, desde que sejam compatíveis com o Plano Plurianual 2012-2015. Ver tópico

Art. 38 - O Poder Executivo poderá, mediante decreto, transpor, remanejar ou transferir, total ou parcialmente, as dotações orçamentárias aprovadas na Lei Orçamentária de 2012 e em créditos adicionais, em decorrência da extinção, transformação, transferência, incorporação ou desmembramento de órgãos e entidades, bem como de alterações de suas competências ou atribuições, mantida a estrutura programática e respectivo produto, assim como o correspondente detalhamento por categoria econômica, grupo de natureza da despesa e modalidades de aplicação. Ver tópico

Parágrafo único - A transposição, transferência ou remanejamento não poderá resultar em alteração dos valores das programações aprovadas na Lei Orçamentária de 2012 ou em créditos adicionais, podendo haver, excepcionalmente, ajuste na classificação funcional. Ver tópico

Art. 39 - A inclusão ou alteração de categoria econômica e de grupo de natureza da despesa em projeto, atividade ou operação especial constantes da Lei Orçamentária e de seus créditos adicionais, será feita mediante abertura de crédito suplementar, através de decreto do Poder Executivo, respeitados os objetivos dos mesmos. Ver tópico

Art. 40 - As propostas de modificação das dotações aprovadas na Lei do Orçamento de 2012 e em seus créditos adicionais serão acompanhadas de exposição de motivos circunstanciada que as justifique e que indiquem os efeitos na programação. Ver tópico

§ 1º - Nos casos de abertura de créditos adicionais à conta de recursos de excesso de arrecadação, as exposições de motivos conterão: Ver tópico

I - a atualização das estimativas de receitas para o exercício, comparando-as com as estimativas constantes da Lei Orçamentária de 2012, apresentadas de acordo com a classificação de que trata o § 1º do art. 5º desta Lei; Ver tópico

II - a identificação das parcelas já utilizadas em créditos adicionais abertos ou cujos projetos de lei se encontrem em tramitação. Ver tópico

§ 2º - Nos casos de abertura de créditos adicionais à conta de superávit financeiro, as exposições de motivos conterão informações relativas a: Ver tópico

I - superávit financeiro do exercício de 2011, por fonte de recursos; Ver tópico

II - créditos reabertos no exercício de 2011; e Ver tópico

III - valores já utilizados em créditos adicionais, abertos ou em tramitação. Ver tópico

Art. 41 - As dotações das modalidades de aplicação 50 - transferências a instituições privadas sem fins lucrativos e 60 - transferências a instituições privadas com fins lucrativos - aprovadas na Lei Orçamentária Anual e em seus créditos adicionais somente poderão ser modificadas por meio de decreto de abertura de crédito suplementar. Ver tópico

Art. 42 - As dotações orçamentárias aprovadas na Lei Orçamentária Anual e em seus créditos adicionais poderão ser modificadas nos sistemas informatizados de planejamento e finanças, independentemente de formalização legal específica, desde que no âmbito da mesma unidade orçamentária e do mesmo Programa, mantidos inalterados a categoria econômica e o grupo de natureza da despesa, e devidamente justificadas, visando atender às necessidades de execução, para transpor recursos entre: Ver tópico

I - projetos, atividades e operações especiais observadas as normas de acompanhamento e controle da execução orçamentária; Ver tópico

II - modalidades de aplicação, ressalvado o disposto no artigo 41 desta Lei; Ver tópico

III - elementos de despesa; Ver tópico

IV - fontes de recursos. Ver tópico

Parágrafo único - As modificações intra-sistema de que trata o caput deste artigo não se constituem crédito suplementar. Ver tópico

Art. 43 - Para adequação à dinâmica da gestão orçamentária, poderão ser realizadas modificações programáticas durante a execução do Orçamento 2012, conforme indicado no caput do artigo 43, para: Ver tópico

I - detalhamento da localização do projeto ou atividade, no território, por meio de redimensionamento dos recursos e quantitativos de produtos nos municípios e/ou seqüencial; Ver tópico

II - redimensionamento de produto, mediante anulação ou reforço de recursos da mesma fonte e quantitativos deste produto entre unidades executoras e/ou territórios de identidade integrantes do mesmo projeto ou atividade, sempre observando o respectivo valor programado; Ver tópico

III - remanejamento entre subfontes da mesma fonte de recursos, mantidos os demais atributos da ação orçamentária. Ver tópico

SEÇÃO IV -

DA PROGRAMAÇÃO DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA E SUA LIMITAÇÃO

Art. 44 - Com vistas ao cumprimento das metas fiscais previstas no Anexo I desta Lei, os Poderes, o Ministério Público e a Defensoria Pública deverão elaborar e publicar, até trinta dias após a publicação da Lei Orçamentária de 2012, cronograma de execução mensal de desembolso para o referido exercício relativo às despesas com pessoal e encargos sociais, atividades de manutenção, projetos e atividades finalísticas e operações especiais, contemplando os limites para cada órgão e discriminando as fontes de recursos em Próprias do Tesouro, Outras do Tesouro e Outras Fontes. Ver tópico

Parágrafo único - O Poder Executivo publicará, ainda, as metas bimestrais de realização de receitas, desdobradas por categoria econômica e fontes de recursos. Ver tópico

Art. 45 - No caso do cumprimento das metas de resultado primário ou nominal, estabelecidas no Anexo I da presente Lei, vir a ser comprometido por uma insuficiente realização da receita, os Poderes, o Ministério Público e a Defensoria Pública deverão promover reduções de suas despesas, nos termos do art. da Lei Complementar Federal nº 101/00, fixando, por atos próprios, limitações ao empenho de despesas e à movimentação financeira. Ver tópico

§ 1º - Na hipótese de ocorrência do disposto no caput deste artigo, o Poder Executivo apurará e comunicará aos demais Poderes, ao Ministério Público e à Defensoria Pública, até o 20º (vigésimo) dia subsequente ao final do bimestre, o montante que caberá a cada um na limitação de empenho e na movimentação financeira, calculado de forma proporcional à respectiva participação no conjunto das dotações financiadas com Recursos Ordinários do Tesouro Estadual, fixado na Lei Orçamentária Anual de 2012. Ver tópico

§ 2º - Os Poderes Legislativo e Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública, com base na comunicação de que trata o parágrafo anterior publicarão ato, até o 30º (trigésimo) dia subsequente ao encerramento do respectivo bimestre, estabelecendo os montantes de dotação disponível para empenho e movimentação financeira, constantes de suas respectivas programações orçamentárias. Ver tópico

§ 3º - No caso de restabelecimento da receita prevista, a recomposição do nível de empenhamento das dotações será feita de forma proporcional às limitações realizadas. Ver tópico

§ 4º - Excetuam-se das disposições do caput deste artigo as despesas relativas: Ver tópico

I - à obrigação constitucional ou legal do Estado, inclusive aquelas destinadas ao pagamento do serviço da dívida; Ver tópico

II - a contrapartida de convênios e operações de crédito, nos quais eventuais contingenciamentos possam comprometer a sua execução e o cumprimento de cláusulas contratuais; Ver tópico

III - às dotações constantes do Orçamento de 2012 à conta de recursos de convênios; Ver tópico

IV - sempre que possível, aquelas ações orçamentárias vinculadas às prioridades contidas na Lei Orçamentária de 2012. Ver tópico

§ 5º - A limitação de empenho e de movimentação financeira do Poder Executivo, decorrente do caput deste artigo, será feita em consonância com o artigo 20 desta Lei. Ver tópico

CAPÍTULO IV -

DAS DISPOSIÇÕES REFERENTES ÀS TRANSFERÊNCIAS VOLUNTÁRIAS

SEÇÃO I -

DAS TRANSFERÊNCIAS VOLUNTÁRIAS AOS MUNICÍPIOS

Art. 46 - As transferências voluntárias de recursos para os municípios, consignadas nos orçamentos do Estado e em seus créditos adicionais, a título de cooperação, auxílios, assistência financeira e outros assemelhados, serão realizadas mediante convênio, acordo ou outro ajuste, observado o disposto nos arts. 170 a 183 da Lei Estadual nº 9.433/05, somente podendo ser concretizados se, no ato da assinatura dos referidos instrumentos, o município a ser beneficiado comprovar a observância do disposto nos artigos 11, 23 e 25 da Lei Complementar Federal nº 101/00. Ver tópico

§ 1º - Ao órgão ou à entidade responsável pela transferência de recursos para os municípios caberá: Ver tópico

I - verificar a implementação das condições previstas neste artigo, mediante a apresentação, pelo Município, de declaração que ateste o cumprimento dessas disposições, acompanhada dos balanços contábeis do exercício de 2011 ou, na impossibilidade destes, dos de 2010, da Lei Orçamentária de 2012 e dos correspondentes documentos comprobatórios; Ver tópico

II - proceder ao bloqueio das dotações pertinentes mediante a utilização do SIGAP, bem como ao empenho e registros contábeis correspondentes no sistema de informações contábeis e financeiras; Ver tópico

III - acompanhar e controlar a execução das ações desenvolvidas com os recursos transferidos. Ver tópico

§ 2º - São vedadas as transferências voluntárias de recursos dos orçamentos do Estado, inclusive sob a forma de empréstimo, para os Municípios, destinadas ao pagamento de servidores municipais, ativos, inativos e de pensionistas, conforme dispõe o inciso X do art. 167 da Constituição Federal. Ver tópico

§ 3º - A contrapartida financeira dos Municípios poderá, de forma excepcional, e desde que justificado pela autoridade municipal competente e acatado pelo Estado da Bahia, ser substituída por bens ou serviços, desde que economicamente mensuráveis, e estabelecida de modo compatível com a capacidade financeira do respectivo Município. Ver tópico

Art. 47 - O disposto no artigo anterior aplica-se aos consórcios públicos legalmente instituídos. Ver tópico

Art. 48 - As transferências previstas nesta Seção serão executadas, obrigatoriamente, nas modalidades de aplicação 40 - transferências a municípios ou 71 - transferências a consórcios públicos, e nos elementos de despesa ?41 - contribuições? ou ?42 - auxílio?. Ver tópico

SEÇÃO II -

DA DESTINAÇÃO DE RECURSOS AO SETOR PRIVADO

Art. 49 - Para efeito desta Lei, entendem-se como: Ver tópico

I - Subvenções Sociais, as transferências correntes às quais não corresponda contraprestação direta em bens ou serviços, destinadas a cobrir as despesas de custeio de instituições privadas sem fins lucrativos que visem à prestação direta de serviços essenciais nas áreas educacional, cultural ou de assistência social e médica, de acordo com o disposto nos §§ 2º e do art. 12 da Lei Federal nº 4.320/64, e exerçam suas atividades de forma continuada e gratuita. Ver tópico

II - Contribuições, as transferências correntes e de capital que atendem às mesmas exigências contidas no inciso I acima, porém destinadas a cobrir despesas das instituições privadas sem fins lucrativos enquadradas nas seguintes áreas: Ver tópico

a) de educação especial; Ver tópico

b) de atendimento às pessoas portadoras de necessidades especiais; Ver tópico

c) de assistência jurídica, médica, social e psicológica às mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência; Ver tópico

d) de atividades esportivas que contribuam para a capacitação de atletas de alto rendimento nas modalidades olímpicas e paraolímpicas, desde que formalizado instrumento jurídico adequado que garanta a disponibilização do espaço esportivo implantado para o desenvolvimento de programas governamentais, e demonstrada, pelo órgão concedente, a necessidade de tal destinação e sua imprescindibilidade, oportunidade e importância para o setor público; Ver tópico

e) de atendimento a pessoas em situação de risco social ou diretamente alcançadas por programas e ações de combate à pobreza e geração de trabalho e renda, em especial crianças e adolescentes, mulheres, assentados de reforma agrária, pescadores artesanais, agricultores familiares, trabalhadores rurais e as populações ribeirinhas, quilombolas e indígenas. Ver tópico

III - Auxílios, as transferências de capital que, independentemente de contraprestação direta em bens ou serviços, são destinadas a despesas de investimentos de instituições privadas sem fins lucrativos, conforme o disposto no § 6º do art. 12 da Lei Federal nº 4.320/64, e cujas atividades sejam exercidas de modo continuado e gratuito. Ver tópico

Art. 50 - A transferência de recursos a instituições privadas somente será permitida a título de subvenções sociais, contribuições e auxílios em conformidade com o estabelecido no artigo anterior, ressalvado o disposto nos arts. 59, 61 e 62 desta Lei, e desde que atenda as exigências constitucionais e legais, inclusive de prévia autorização por lei específica de que trata o art. 26 da Lei Complementar Federal nº 101/00, e a determinação do art. 4º da Lei Estadual nº 6.670, de 21 de julho de 1994. Ver tópico

Art. 51 - A destinação de recursos a título de subvenções sociais poderá ser realizada se atendidos, também, os arts. 16 e 17 da Lei Federal nº 4.320/64, e desde que as instituições especificadas no inciso I do art. 49 desta Lei preencham uma das seguintes condições: Ver tópico

I - sejam de atendimento direto ao público e estejam em conformidade com o previsto no art. 63 da Lei nº 2.322/66; Ver tópico

II - sejam entidades qualificadas como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público - OSCIP, nos termos da Lei Federal nº 9.790, de 23 de março de 1999, com termo de parceria firmado com o Estado, e que participem da execução de programas constantes do Plano Plurianual 2012-2015. Ver tópico

Art. 52 - A transferência de recursos a título de contribuições somente ocorrerá se for destinada a instituições de que trata o inciso II do art. 49 desta Lei e desde que selecionadas para execução, em parceria com a Administração Pública Estadual, de programas e ações que contribuam diretamente para o alcance de diretrizes, objetivos e metas previstas no Plano Plurianual 2012-2015. Ver tópico

§ 1º - A transferência de recursos de que trata o caput deste artigo, quando a seleção não houver sido precedida de chamamento público, dependerá de publicação, para cada entidade beneficiada, de ato de autorização da unidade orçamentária transferidora, o qual conterá o critério de seleção, o objeto, o prazo do convênio ou instrumento congênere e a justificativa para a escolha da entidade, as metas e os valores, bem como os beneficiários. Ver tópico

§ 2º - O disposto no caput deste artigo e em seu § 1º aplica-se aos casos de prorrogação ou renovação de convênio ou instrumento congênere ou aos casos em que, já havendo sido firmado o instrumento, devam as despesas dele originadas correr à conta de dotações consignadas na Lei Orçamentária de 2012. Ver tópico

Art. 53 - A transferência de recursos a título de auxílios, previsto no art. 12, § 6º, da Lei nº 4.320/64, somente poderá ser feita para as instituições que atendam as mesmas exigências dos arts. 51 e 52 desta Lei. Ver tópico

Art. 54 - A aplicação dos recursos de que trata o artigo anterior, ressalvadas as instituições voltadas ao atendimento de pessoas portadoras de necessidades especiais e as OSCIP, destina-se exclusivamente para: Ver tópico

I - aquisição e instalação de equipamentos; Ver tópico

II - obras de adequação física necessárias à instalação dos referidos equipamentos adquiridos, inclusive, em anos anteriores; Ver tópico

III - aquisição de material permanente. Ver tópico

Art. 55 - A execução das dotações sob os títulos especificados nesta Seção, além das condições nela estabelecidas, dependerá da assinatura de convênio ou instrumento similar, conforme o disposto na Lei nº 9.433/05, salvo quando submetida a termo de parceria com OSCIP, disciplinado em legislação própria. Ver tópico

§ 1º - O instrumento referido no caput deste artigo deverá incluir: Ver tópico

I - cláusula de reversão no caso de desvio de finalidade ou aplicação irregular dos recursos; Ver tópico

II - cláusula de reversão patrimonial, válida até a depreciação integral do bem ou a amortização do investimento, constituindo garantia real em favor do concedente em montante equivalente aos recursos de capital destinados à entidade, cuja execução ocorrerá quando se verificar desvio de finalidade ou aplicação irregular dos recursos. Ver tópico

§ 2º - Aos órgãos ou entidades responsáveis pela concessão de subvenções sociais, contribuições ou auxílios competirá verificar o cumprimento das exigências legais quando da assinatura de convênio ou termo de parceria. Ver tópico

§ 3º - A publicação na imprensa oficial do Estado dos instrumentos referidos no artigo anterior pelo respectivo Poder ou órgão concedente, especificará, no mínimo, a classificação programática e orçamentária da despesa, o nome, número de inscrição no CNPJ e o endereço da entidade beneficiada, o objeto e as unidades de serviço ou metas, o prazo e os valores e os beneficiários. Ver tópico

Art. 56 - Sem prejuízo das disposições contidas nos demais artigos desta Seção, a destinação de recursos a entidades privadas sem fins lucrativos dependerá ainda de: Ver tópico

I - publicação, pelo Poder respectivo, de normas a serem observadas na concessão de subvenções sociais, contribuições e auxílios, que definam, entre outros aspectos, critérios objetivos de habilitação e seleção das entidades beneficiárias e de alocação de recursos e prazo do benefício; Ver tópico

II - publicação de edital, pelos órgãos responsáveis pela execução de programas constantes da Lei Orçamentária, para habilitação e seleção de entidades prestadoras de serviços a comunidades ou que devam realizar outras atividades vinculadas à consecução dos objetivos previstos; Ver tópico

III - justificação pelo órgão concedente de que a entidade complementa de forma adequada os serviços prestados diretamente pelo setor público; Ver tópico

IV - manifestação prévia e expressa do setor técnico e da assessoria jurídica do órgão concedente sobre a adequação dos convênios e instrumentos congêneres às normas afetas à matéria; Ver tópico

V - declaração de funcionamento regular da entidade beneficiária nos últimos 3 (três) anos, emitida no exercício de 2011 por 3 (três) autoridades locais sob as penas da lei, e apresentação de comprovante de regularidade do mandato de sua diretoria; Ver tópico

VI - compromisso da entidade beneficiada de disponibilizar ao cidadão, por meio da internet ou, na sua falta, em sua sede, consulta ao extrato do convênio ou outro instrumento utilizado, contendo, pelo menos, o objeto, a finalidade, o detalhamento da aplicação dos recursos, o comparativo das metas previstas e executadas e os beneficiários, de forma detalhada; Ver tópico

VII - apresentação da prestação de contas de recursos anteriormente recebidos, nos prazos e condições fixados na legislação, quando couber; Ver tópico

VIII - execução obrigatória na modalidade de aplicação 50 - transferências para entidades privadas sem fins lucrativos, e nos elementos de despesa ?41 - contribuições?, ?42 - auxílio? ou ?43 - subvenção social?. Ver tópico

Art. 57 - A liberação de recursos a serem transferidos nos termos desta Seção dependerá de prévio registro dos respectivos convênios ou termos de parceria firmados, no Sistema de Gestão dos Gastos Públicos - SIGAP. Ver tópico

Parágrafo único - O órgão concedente disponibilizará ao público, em site próprio, as informações relativas a estas transferências contendo, no mínimo, órgão concedente, município, nome e endereço da entidade, número de inscrição no CNPJ, o objeto, as unidades de serviço ou metas, os valores transferidos e respectivas datas. Ver tópico

Art. 58 - É vedada a destinação de recursos de que trata esta Seção: Ver tópico

I - a clubes e associações de servidores ou quaisquer outras entidades congêneres, excetuadas creches e escolas para atendimento pré-escolar; Ver tópico

II - a entidades em que agente político de Poder, do Ministério Público ou da Defensoria Pública, tanto quanto dirigente de órgão ou entidade da administração pública, de qualquer esfera governamental, ou respectivo cônjuge ou companheiro, bem como parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o segundo grau, seja dirigente. Ver tópico

Art. 59 - A destinação de recursos para equalização de encargos financeiros ou de preços, o pagamento de bonificações a produtores e vendedores e a ajuda financeira, a qualquer título, a entidades com fins lucrativos, poderá ocorrer desde que atendido o disposto nos arts. 26 e 27 da Lei Complementar Federal nº 101/00, e observadas, no que couber, as disposições desta Seção. Ver tópico

§ 1º - Será mencionada na respectiva categoria de programação a legislação que autorizou o benefício. Ver tópico

§ 2º - Em atendimento ao disposto no art. 19 da Lei Federal nº 4.320/64, a destinação de recursos às entidades de que trata o caput somente poderá ocorrer por meio de subvenções econômicas, sendo vedadas as transferências a título de contribuições ou auxílios para despesas de capital. Ver tópico

§ 3º - A despesa de que trata o caput será executada obrigatoriamente na modalidade de aplicação 60 - transferências para entidades privadas com fins lucrativos e no elemento de despesa 45 - subvenções econômicas. Ver tópico

Art. 60 - Excetuam-se das limitações previstas nesta Seção as transferências financeiras para instituições privadas: Ver tópico

I - com recursos recebidos pelo Estado e provenientes de outras entidades de direito público ou privado mediante convênio ou instrumento congênere para cumprimento de objetivos específicos, hipótese em que atenderão aos eventuais regramentos determinados pelo órgão ou entidade financiadora; Ver tópico

II - realizadas com recursos do Tesouro Estadual para o apoio financeiro de que trata a Lei nº 7.888/01, e também a Lei nº 9.431/05, de acordo com o artigo 273 da Constituição Estadual; Ver tópico

III - das quais dependam a execução de outros programas com objetivos, regramentos e critérios de seleção, aplicação e fiscalização próprios, definidos em lei específica. Ver tópico

SEÇÃO III -

DOS EMPRÉSTIMOS, FINANCIAMENTOS E REFINANCIAMENTOS

Art. 61 - Os empréstimos, financiamentos e refinanciamentos, com recursos dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, observarão o disposto no art. 27 da Lei Complementar Federal nº 101/00. Ver tópico

§ 1º - Na hipótese de operações com custo de captação não identificado, os encargos financeiros não poderão ser inferiores à Taxa Referencial pro rata temporis. Ver tópico

§ 2º - Serão de responsabilidade do mutuário, além dos encargos financeiros, eventuais comissões, taxas e outras despesas congêneres cobradas pelo agente financeiro, exceto as despesas de remuneração previstas no contrato entre este e o Estado. Ver tópico

§ 3º - Nos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, as categorias de programação correspondentes a empréstimos, financiamentos e refinanciamentos indicarão a lei que definiu encargo inferior ao custo de captação. Ver tópico

Art. 62 - As prorrogações e composições de dívidas decorrentes de empréstimos, financiamentos e refinanciamentos concedidos com recursos dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social dependem de autorização expressa em lei específica. Ver tópico

SEÇÃO IV -

DA DESTINAÇÃO DE RECURSOS A PESSOAS FÍSICAS

Art. 63 - A destinação de ajuda financeira, a qualquer título, a pessoas físicas, somente se fará para garantir a eficácia da execução de programa governamental específico, nas áreas de assistência social, saúde, educação ou cultura, atendido o disposto no artigo 26 da Lei Complementar Federal nº 101/00, inclusive a prévia autorização por lei específica, e desde que, concomitantemente: Ver tópico

I - o programa governamental específico em que se insere o benefício esteja previsto na Lei Orçamentária de 2012; Ver tópico

II - reste demonstrada a necessidade do benefício como garantia de eficácia do programa governamental em que se insere; Ver tópico

III - haja prévia publicação, pelo respectivo Poder, de normas a serem observadas na concessão do benefício que definam, entre outros aspectos, critérios objetivos de habilitação, classificação e seleção dos beneficiários; Ver tópico

IV - definam-se mecanismos de garantia de transparência e publicidade na execução das ações governamentais legitimadoras do benefício. Ver tópico

§ 1º - É vedada a destinação de recursos de que trata o caput deste artigo a pessoa física que seja cônjuge ou companheiro, bem como parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o segundo grau, de dirigente do órgão ou entidade concedente do benefício. Ver tópico

§ 2º - Para que produza os efeitos legais, o resultado da seleção de que trata o inciso III deste artigo deverá ser publicado no Diário Oficial do Estado pelo respectivo Poder ou órgão, especificando, no mínimo, o nome e CPF do beneficiário, a respectiva classificação e o valor do benefício. Ver tópico

§ 3º - O resultado de que trata o parágrafo anterior também deverá ser divulgado, com as mesmas especificações, no site do órgão ou entidade concedente do benefício. Ver tópico

§ 4º - A execução da despesa deverá ser feita na modalidade de aplicação 90 - aplicações diretas, e nos elementos de despesa ?18 - auxílio financeiro a estudantes?, ?20 - auxílio financeiro a pesquisadores? ou ?48 - outros auxílios financeiros a pessoas físicas?, e discriminados nos subelementos que retratem fielmente o objetivo do benefício. Ver tópico

Art. 64 - A prévia autorização por lei específica exigida no caput do artigo anterior não se aplica ao apoio financeiro de que trata a Lei nº 7.888/01 e a Lei nº 9.431/05. Ver tópico

CAPÍTULO V -

DAS DISPOSIÇÕES RELATIVAS À POLÍTICA E À DESPESA DE PESSOAL DO ESTADO

Art. 65 - A política de pessoal do Poder Executivo Estadual poderá ser objeto de negociação com as entidades sindicais e associações representativas dos servidores, empregados públicos e militares estaduais, ativos e inativos, através de atos e instrumentos próprios. Ver tópico

Parágrafo único - A negociação dar-se-á através do Sistema Estadual de Negociação Permanente, composto pela Mesa Central e Mesas Setoriais. Ver tópico

Art. 66 - Para fins de atendimento ao disposto no parágrafo único do art. 162 da Constituição Estadual, ficam autorizados a concessão de qualquer vantagem, aumentos de remuneração, criação de cargos, empregos e funções, alterações de estrutura de carreiras, bem como admissões ou contratações de pessoal, a qualquer título, constantes de quadro específico da Lei Orçamentária, cujos valores deverão constar da programação orçamentária e ser compatível com os limites da Lei Complementar Federal nº 101/00, observadas, ainda, as normas constitucionais e legais específicas, e o estabelecido no art. 71 desta Lei. Ver tópico

Art. 67 - No exercício de 2012, observado o disposto nos arts. 37 e 169 da Constituição Federal, os atos de provimento em cargos públicos, contratação de empregados públicos ou de pessoal por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público, que implicarem em aumento de despesa com pessoal, somente poderão ser executados se, cumulativamente: Ver tópico

I - existirem cargos e empregos públicos vagos a preencher; Ver tópico

II - houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender a despesa; Ver tópico

III - for observado o limite das despesas com pessoal de que trata o artigo 71 desta Lei. Ver tópico

Parágrafo único - A apuração do inciso I deverá considerar os atos praticados em decorrência de decisões judiciais e somente será exigida quando se tratar de atos de provimento em cargos públicos ou contratação de empregados públicos. Ver tópico

Art. 68 - A contratação de pessoal por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público, nos termos da legislação vigente, quando necessitar de crédito adicional para sua execução, não poderá ser financiada com a dotação orçamentária das atividades de pessoal, salvo se autorizado pela Secretaria de Administração do Estado da Bahia - SAEB. Ver tópico

Art. 69 - A Secretaria de Administração do Estado da Bahia definirá, em cronograma próprio, o encerramento de contratos sob Regime Especial de Direito Administrativo - Reda, de acordo com as nomeações ocorridas através dos concursos públicos especificamente destinados a substituí-los. Ver tópico

Art. 70 - Os projetos de lei relacionados a aumento de gastos com pessoal e encargos sociais, a que se refere o artigo 66 desta Lei deverão ser acompanhados de: Ver tópico

I - declaração do proponente e do ordenador de despesas, com as premissas e metodologia de cálculo utilizadas, conforme estabelecem os arts. 16 e 17 da Lei Complementar Federal nº 101/00, que demonstre a existência de autorização e a observância dos limites de que trata o caput do artigo 66 desta Lei; Ver tópico

II - simulação que demonstre o impacto da despesa que decorrerá da medida proposta; Ver tópico

III - manifestação, das Secretarias da Administração e do Planejamento, no caso do Poder Executivo, e dos órgãos próprios dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública, sobre o mérito e o impacto orçamentário e financeiro. Ver tópico

Parágrafo único - Os projetos de lei previstos neste artigo não poderão conter dispositivo com efeitos financeiros retroativos a exercícios anteriores à sua entrada em vigor. Ver tópico

Art. 71 - As despesas com pessoal e encargos sociais serão estimadas, para o exercício de 2012, com base nas despesas realizadas nos meses de janeiro a abril de 2011, adicionando-se ao somatório da base projetada eventuais acréscimos legais, alterações nos sistemas de remuneração, inclusive subsídios e planos de carreira e admissões para preenchimento de cargos, empregos e funções sem prejuízo do disposto no artigo 66 desta Lei, observados, além da legislação pertinente em vigor, os limites previstos na Lei Complementar Federal nº 101/00. Ver tópico

Parágrafo único - Na estimativa das despesas de que trata o caput deste artigo, serão considerados ainda os valores referentes ao 13º salário, férias, contribuições sociais, impactos do salário mínimo e outras variáveis que afetam as despesas de pessoal e encargos sociais. Ver tópico

Art. 72 - As despesas decorrentes de contratos de terceirização de mão-de-obra que se referem à substituição de servidores e empregados públicos, de acordo com o § 1º, do art. 18, da Lei Complementar Federal nº 101/00, e aquelas referentes a ressarcimento de despesa de pessoal requisitado, serão contabilizadas como ?outras despesas de pessoal? e computadas no cálculo do limite de que trata o artigo anterior da presente Lei. Ver tópico

§ 1º - Não se considera como substituição de servidores e empregados públicos, para efeito do caput deste artigo, os contratos de terceirização que tenham por objeto a execução indireta de atividades que preencham simultaneamente as seguintes condições: Ver tópico

I - sejam acessórias, instrumentais ou complementares aos assuntos que constituem área de competência legal e regulamentar do órgão ou entidade; Ver tópico

II - não sejam inerentes às categorias funcionais abrangidas por plano de cargos do quadro de pessoal do órgão ou entidade, salvo expressa disposição legal em contrário, ou quando se tratar de cargo ou categoria em extinção; Ver tópico

III - não caracterizem relação direta de emprego. Ver tópico

§ 2º - Para os efeitos deste artigo, não serão considerados os contratos de terceirização de mão-de-obra para execução de serviços de limpeza, vigilância e segurança patrimonial e outros de mesma natureza, desde que as categorias funcionais específicas existentes no quadro de pessoal do órgão ou entidade sejam remanescentes de fusões institucionais ou de quadros anteriores, não comportando a existência de vagas para novas admissões ou contratações. Ver tópico

Art. 73 - Não serão destinados recursos para atender despesas com pagamento, a qualquer título, a servidor ativo da Administração Pública direta e indireta pela prestação de serviços de consultoria ou assistência técnica, inclusive se custeados com recursos provenientes de convênios, acordos, ajustes ou instrumentos congêneres firmados com órgãos ou entidades de direito público ou privado, nacionais ou internacionais. Ver tópico

§ 1º - O disposto neste artigo não se aplica às despesas com instrutoria interna definida na Lei nº 10.851 , de 10 de dezembro de 2007, e com bolsas-auxílio estabelecidas na Lei nº 11.473 , de 14 de maio de 2009. Ver tópico

§ 2º - Os serviços de consultoria somente serão contratados para execução de atividades que, comprovadamente, não possam ser desempenhadas por servidores ou empregados da Administração Pública Estadual, no âmbito do respectivo órgão ou entidade, publicando-se no Diário Oficial do Estado, além do extrato do contrato, a justificativa e a autorização da contratação, na qual constarão, necessariamente, a identificação do responsável pela execução do contrato, a descrição completa do objeto do contrato, o quantitativo médio de consultores, o custo total e a especificação dos serviços e o prazo de conclusão. Ver tópico

Art. 74 - Para a elaboração e consolidação geral do quadro referido no caput do art. 66, as informações pertinentes, junto com a memória de cálculo e a demonstração de sua compatibilidade com os limites estabelecidos na Lei Complementar Federal nº 101/00 e com a respectiva proposta orçamentária, serão encaminhadas ao Órgão Central de Planejamento do Estado: Ver tópico

I - até 10 de junho de 2011, pela Secretaria da Administração, as informações consolidadas relativas aos órgãos e entidades do Poder Executivo; Ver tópico

II - até 8 de julho de 2011, pelo Poder Legislativo, inclusive os Tribunais de Contas do Estado e dos Municípios, Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública. Ver tópico

CAPÍTULO VI -

DAS DISPOSIÇÕES SOBRE ALTERAÇÕES NA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA ESTADUAL E MEDIDAS PARA INCREMENTO DA RECEITA

Art. 75 - Em caso de necessidade, o Poder Executivo encaminhará à Assembleia Legislativa projeto de lei dispondo sobre alterações na legislação tributária estadual e incremento da receita ou emitirá orientações e procedimentos específicos sobre: Ver tópico

I - adaptação e ajustamentos da legislação tributária às alterações da correspondente legislação federal e demais recomendações oriundas da União; Ver tópico

II - revisões e simplificações da legislação tributária e das contribuições sociais da sua competência; Ver tópico

III - aperfeiçoamento dos instrumentos de proteção dos créditos tributários; Ver tópico

IV - geração de receita própria pelas entidades da Administração indireta, inclusive empresas públicas e sociedades de economia mista. Ver tópico

Parágrafo único - Os recursos eventualmente decorrentes das alterações previstas neste artigo serão incorporados aos orçamentos do Estado mediante a abertura de créditos adicionais no decorrer do exercício. Ver tópico

CAPÍTULO VII -

DA POLÍTICA DE APLICAÇÃO DE RECURSOS DA AGÊNCIA FINANCEIRA ESTADUAL DE FOMENTO

Art. 76 - A concessão de crédito, mediante financiamento e prestação de garantias, fianças e/ou avais, por agência financeira oficial de fomento do Estado, além da sua compatibilização com as diretrizes estabelecidas no Plano Plurianual 2012-2015, observará as seguintes linhas de aplicações: Ver tópico

I - apoio às micros e pequenas empresas ligadas ao conjunto dos setores econômicos e produtivos do Estado, mediante a ampliação da oferta de crédito, possibilitando a criação e manutenção de empregos e a geração de renda; Ver tópico

II - apoio aos negócios de caráter informal, possibilitando a manutenção e ampliação das alternativas de trabalho para a parcela da população com dificuldade de acesso a créditos junto a instituições financeiras; Ver tópico

III - apoio financeiro a instituições operadoras de microcrédito; Ver tópico

IV - apoio a empresas inovadoras em tecnologia nas áreas de energia, biotecnologia e tecnologia da informação; Ver tópico

V - apoio financeiro a empreendimento agrícola, agroindustrial, industrial, comercial e de serviços que visem implementar cadeias produtivas voltadas tanto para o mercado interno quanto para o internacional, que pretendam implantar-se na Bahia, reaproveitar estruturas físicas e instalações desativadas e ampliar seus parques já instalados no Estado; Ver tópico

VI - fomento à exportação de produtos fabricados no Estado; Ver tópico

VII - apoio a empresas que atuem de acordo com as diretrizes instituídas como de responsabilidade ambiental; Ver tópico

VIII - apoio à lavoura cacaueira; Ver tópico

IX - fomento à implantação de empreendimentos de relevante interesse para o desenvolvimento econômico e social; Ver tópico

X - apoio às prefeituras para aquisição de máquinas pesadas e ambulâncias, implantação de serviços públicos e dotação de infraestrutura e modernização da gestão municipal; Ver tópico

XI - fomento ao transporte escolar e ao transporte intermunicipal complementar, regido pela Lei nº 11.378 , de 18 de fevereiro de 2009, Lei do Sistema de Transporte Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Estado da Bahia; Ver tópico

XII - apoio à implantação, recuperação, ampliação e modernização de equipamentos e serviços turísticos, bem como à renovação da frota de táxi do Estado; Ver tópico

XIII - apoio à produção cultural. Ver tópico

§ 1º - Na concessão de empréstimos ou financiamentos na forma deste artigo a municípios, inclusive às suas autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista e outras sob seu controle, serão observadas as normas gerais e regulamentares pertinentes à matéria, inclusive as emitidas pelo Banco Central do Brasil, bem como as condições a que se refere o art. 46 desta Lei. Ver tópico

§ 2º - Terão prioridade na concessão do apoio de que trata este artigo: Ver tópico

I - as micro e pequenas empresas e as unidades agrícolas e agroindustriais de base familiar, individual ou organizada em aglomerações produtivas; Ver tópico

II - as empresas que desenvolvam projetos de responsabilidade socioambiental; Ver tópico

III - os empreendimentos em municípios pertencentes aos Territórios de Identidade na região do Semi-Árido. Ver tópico

CAPÍTULO VIII -

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 77 - Na hipótese de não utilização da Reserva de Contingência nos fins previstos no art. 17 desta Lei até 30 de setembro de 2012, o Poder Executivo disporá sobre a destinação da dotação para financiamento da abertura de créditos adicionais. Ver tópico

Art. 78 - O detalhamento das dotações orçamentárias por elemento de despesa, após a publicação da Lei Orçamentária Anual e dos créditos adicionais, será efetivado nos sistemas informatizados de planejamento e finanças, independente de ato formal. Ver tópico

Art. 79 - A Secretaria do Planejamento expedirá, até 30 dias após a publicação da Lei Orçamentária Anual, as normas que orientarão os órgãos e entidades da Administração Pública Estadual sobre a operacionalização de modificações orçamentárias no exercício de 2012. Ver tópico

Art. 80 - Para efeito do art. 16 da Lei Complementar Federal nº 101/00: Ver tópico

I - as informações, exigidas nos seus incisos I e II, integrarão o processo administrativo de que trata o art. 38 da Lei Federal nº 8.666/93 e o art. 74 da Lei nº 9.433/05, assim como os procedimentos relativos à dispensa ou inexigibilidade de licitação e de desapropriação de imóveis urbanos a que se refere o § 3º do art. 182 da Constituição Federal; Ver tópico

II - entende-se como despesa irrelevante aquela cujo valor não ultrapasse os limites estabelecidos para a dispensa de licitação nos incisos I e II do art. 59 da Lei nº 9.433/05. Ver tópico

Art. 81 - Para cumprimento do disposto no art. 42 da Lei Complementar Federal nº 101/00, considera-se: Ver tópico

I - contraída a obrigação no momento da formalização do contrato administrativo ou outro instrumento congênere; Ver tópico

II - compromissadas, no caso de despesas relativas à prestação de serviços já existentes e destinados à manutenção da Administração Pública, apenas as prestações cujo pagamento deva se verificar no exercício financeiro, observado o cronograma pactuado. Ver tópico

Art. 82 - Preservado o teto do Poder, a repartição dos limites globais de pessoal de que trata o art. 20 da Lei Complementar nº 101/2000, para os órgãos do Poder Legislativo, é fixada, para o exercício de 2012, nos seguintes percentuais: Ver tópico

I - Assembleia Legislativa - 1,87%; Ver tópico

II - Tribunal de Contas do Estado - 0,90%; Ver tópico

III - Tribunal de Contas dos Municípios - 0,63%. Ver tópico

Art. 83 - Na apreciação do Projeto da Lei Orçamentária e dos seus créditos adicionais, não será permitido o aumento do valor global da despesa, inclusive mediante criação de novos projetos ou atividades, em cumprimento ao disposto no inciso I do art. 78 combinado com o disposto no art. 160 da Constituição Estadual. Ver tópico

Art. 84 - As propostas de modificação do Projeto da Lei Orçamentária Anual e dos créditos adicionais, inclusive suas solicitações, serão apresentadas: Ver tópico

I - na forma prevista no § 3º do art. 160 da Constituição do Estado e com o detalhamento estabelecido na lei orçamentária; Ver tópico

II - acompanhadas de exposição de motivos que as justifique. Ver tópico

Parágrafo único - As emendas aprovadas pelo Poder Legislativo Estadual, quando houver, constarão de anexo específico da Lei Orçamentária Anual. Ver tópico

Art. 85 - Caso o Projeto da Lei Orçamentária de 2012 não seja aprovado e sancionado até 31 de dezembro de 2011, a programação dele constante poderá ser executada até a edição da respectiva Lei Orçamentária, na forma originalmente encaminhada à Assembleia Legislativa, excetuados os investimentos em novos projetos custeados exclusivamente com recursos ordinários do Tesouro Estadual. Ver tópico

Art. 86 - Em observância ao princípio da publicidade, de forma promover a transparência da gestão fiscal e permitir o amplo acesso da sociedade a todas as informações, o Poder Executivo divulgará, no site da SEPLAN, o Projeto de Lei Orçamentária de 2012, seus anexos e as informações complementares, como também a Lei Orçamentária de 2012 e seus anexos. Ver tópico

Art. 87 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Ver tópico

PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA, em 18 de julho de 2011.

JAQUES WAGNER

Governador Eva Maria Cella Dal Chiavon Secretária da Casa Civil

Manoel Vitório da Silva Filho

Secretário da Administração

Eduardo Seixas de Salles

Secretário da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária

Carlos Martins Marques de Santana

Secretário da Fazenda Zezéu Ribeiro Secretário do Planejamento

Osvaldo Barreto Filho

Secretário da Educação

Otto Alencar

Secretário de Infra-Estrutura

Almiro Sena Soares Filho

Secretário da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos

Jorge José Santos Pereira Solla

Secretário da Saúde

James Silva Santos Correia

Secretário da Indústria, Comércio e Mineração

Nilton Vasconcelos Júnior

Secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte

Maurício Teles Barbosa

Secretário da Segurança Pública

Antônio Albino Canelas Rubim

Secretário de Cultura

Eugênio Spengler

Secretário do Meio Ambiente

Cícero de Carvalho Monteiro

Secretário de Desenvolvimento Urbano

Paulo Francisco de Carvalho Câmera

Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação

Wilson Alves de Brito Filho

Secretário de Desenvolvimento e Integração Regional

Domingos Leonelli Neto

Secretário de Turismo

Elias de Oliveira Sampaio

Secretário de Promoção da Igualdade Racial

Paulo Cézar Lisboa Cerqueira

Secretário de Relações Institucionais

Carlos Alberto Lopes Brasileiro

Secretário de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza

Robinson Santos Almeida

Secretário de Comunicação Social

Vera Lúcia da Cruz Barbosa

Secretária de Políticas para as Mulheres

Nestor Duarte Guimarães Neto

Secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização Ney Jorge Campello Secretário para Assuntos da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014

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